Mobiliário ergonômico – mais do que apenas o cumprimento de normas

Adquirir o mobiliário da empresa nem sempre é uma tarefa simples. Muitas são as dúvidas quando o assunto é a ergonomia deste mobiliário. A aquisição de móveis ergonômicos não é apenas uma questão de atendimento às normas, mas também pode ser visto como um importante investimento na saúde dos colaboradores. Evitar danos posturais dos empregados pode diminuir o absenteísmo e, consequentemente, os gastos com afastamentos.

Atualmente, a grande maioria dos postos de trabalho nas empresas são compostos por mesa para computador, cadeira e apoio para os pés. Neste artigo vamos abordar estes três itens em especial.

No plano legal, vigora a NR 17, norma que estabelece condições mínimas para a ergonomia no trabalho. O seu texto visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. Dentre vários aspectos, ela trata também da normatização do mobiliário.

Cadeiras

As cadeiras para posto de trabalho com computador devem ser reguláveis e adaptáveis a diversos tipos de ocupantes. É essencial que tenha regulagem de altura do assento e do encosto para as costas. Ela deve possuir, também apoio para os braços e rodízio de cinco patas. Questões relacionadas à espuma e revestimento também são itens relevantes para garantir que uma cadeira tenha uma boa ergonomia.

Mesas

As mesas podem ter diversas variações de tamanhos e formatos. Tudo dependerá da sua utilização. Mas, algumas características são importantes de serem destacadas. A altura do vão abaixo do tampo da mesa deve permitir que as pernas no ocupante do posto de trabalho fiquem livres e confortáveis. Seu revestimento deve ser fosco, evitando assim o reflexo direto da luz ambiente. Outro ponto importante é o espaço na superfície para execução das tarefas, que precisa ser de tamanho suficiente para não gerar desconfortos.

Apoio para os pés

Em alguns casos, depois de regular a altura da cadeira em relação à altura da mesa, o colaborador perde o apoio dos pés, ficando com eles “soltos no”. Para estes casos, é necessário adquirir um apoio para os pés. O apoio deve ter superfície de tamanho suficiente para acomodar os dois pés e ser antiderrapante. Deve ter regulagem de inclinação para que o ocupante da estação de trabalho encontre o melhor posicionamento para seus pés.

Considerações finais

Para todos os casos, recomenda-se a aquisição de mobiliário certificado conforme as normas da ABNT, a NR 17 e que possua o Selo FSC, que garante a utilização de madeira de origem controlada e que cumpra as regras ambientais desde a sua origem. Ainda, sempre que relatadas queixas de desconforto ou dores relacionadas ao posto de trabalho e atividades correlatas, indica-se a atuação de um ergonomista. Conforme o caso, esse profissional poderá entender pela necessidade de elaboração de uma análise ergonômica do trabalho. De maneira complementar, também poderá haver a necessidade de interação do ergonomista com um médico do trabalho. Essa atuação conjunta proporcionará uma abordagem sistêmica do assunto, considerando, inclusive, eventuais registros de saúde e os exames médicos dos trabalhadores.

Cuidar da ergonomia trata-se de um investimento e não um gasto.

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